Aumento de demanda educacional no Brasil faz crescer empresas lucrativas

O ensino superior no Brasil está cada vez mais nas mãos de empreendedores voltados para o lucro.

Embora os colégios sem fins lucrativos tenham enfrentado escrutínio nos Estados Unidos, a indústria está encontrando uma recepção calorosa aqui como o governo tenta atender a demanda para o ensino superior acessível.

De 2002 a 2012, o número de estudantes que frequentam a faculdade no Brasil dobrou para sete milhões. Ainda assim, com apenas 17% dos brasileiros com idades entre 18 e 24 anos na faculdade, há uma lacuna que precisa ser atendida. O governo se comprometeu a aumentar essa porcentagem para 33 por cento até 2020.

Para servir esse mercado lucrativo e crescente, fundos privados de corporações e bancos de investimento americanos e brasileiros estão comprando e fundindo instituições educacionais em um ritmo rápido.

Especialistas em Educação advertem que a ênfase no aspecto empresarial da educação nem sempre coloca os alunos em primeiro lugar. Apesar de tais preocupações, o sistema lucrativo provou apelar para um governo com recursos limitados.

O governo não teve escolha a não ser trabalhar com o setor privado. Ele não pode atender a demanda por si só.As universidades públicas do Brasil ainda são consideradas as melhores do país por seu prestígio e qualidade de pesquisa. E as propinas são grátis em universidades públicas.

Oito dos nove colégios laureados que o Ministério da Educação do Brasil mediu de 2009 a 2012 melhoraram seus rankings em testes nacionais padronizados após laureado comprá-los.

Mas Nelson Cardoso Amaral, professor de educação na Universidade Federal de Goiás, no centro-oeste do Brasil, advertiu que as medidas de teste podem não contar toda a história. O Sr. Amaral disse que as grandes cadeias de lucro tinham apenas provado que sabiam “ensinar aos testes”, não que estavam necessariamente a educar bem os seus alunos.

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