Abandono universitário

Dificuldades para financiamento estudantil leva universitários a abandonar estudos

A forte depressão econômica do Brasil obriga os jovens a trocar os seus estudos para o campo de trabalho para poder cobrir as suas despesas diárias de alimentação e subsistência.

De acordo com um estudo realizado no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE), cerca de 170.000 estudantes universitários brasileiros têm abandonado a educação superior, devido aos altos índices de inflação e a crise que domina o país carioca.

Para além do Rio de Janeiro quem vai fazer a inscrição no fies2019.info também precisa ficar atento às mudanças do programa, uma vez que foi anunciado cortes de verba para o programa pelo Governo Jair Bolsonaro ainda no início do ano. Sendo assim, conquistar o financiamento pode ficar mais difícil para aqueles que ainda estão pensando em contratá-lo.

Abandono universitário

Estudantes interrompem estudos porque não dão conta de financiar os cursos

É preciso lembrar que para além das cotas de financiamento de juros e as parcelas de economias que precisam ser feitas para depois conseguir quitar a dívida, também é preciso incluir no orçamento os gastos com o transporte, alimentação, xerox e material didático – o qual dependendo do curso pode ser bem salgado. A exemplo estão os cursos de arquitetura e urbanismo, design, medicina e medicina veterinária.

A pesquisa realizada mostra que os estudantes que se vêem obrigados a interromper a preparação para o ensino superior estão em uma faixa etária de 19 a 25 anos.

A média do aumento do estoque de estudantes que tiveram que abandonar seus cursos de graduação era de cerca de 5 por cento ao ano entre 2013 e 2016, evasão que aumentou 47,8 por cento em 2017, acompanhando o movimento de fechamento dos postos de trabalho e a redução da oferta de financiamento estudantil, informa o estudo do IBGE.

Entre os detonadores e motivos do abandono da educação universitária se delimitam os aumentos inscrição, matrícula e encargos acadêmicos, juntamente com os altos custos de vida e as dificuldades para a obtenção de um emprego com uma remuneração salarial digna e de acordo com a realidade que enfrenta o Brasil.

Segundo especialistas, isso também tem a ver com o aumento da oferta de ensino superior e com o maior acesso às universidades nos anos anteriores à crise. A evasão é naturalmente grande, mas em 2017 foi pior devido às restrições de emprego e de renda.

IBGE aponta também que uma razão que se junta o aumento deste índice de evasão acadêmica é a diminuição percentual dos financiamentos oferecidos pelo Financiamento Estudantil (FIES), que reduziu em 2017 e o que vai de ano, os seus patrocínios de 732.700 bolsas de estudo a 98.900.

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